terça-feira, 30 de novembro de 2010

Avaliação

Como todo percurso reserva suas surpresas, então tive várias durante essa caminhada, pois começar um estágio onde torna-se necessário estranhar tudo aquilo que nos é familiar parece até mesmo loucura, mas loucura mesmo foi o que as pessoas achavam quando se deparavam com uma pessoa filmando e fotografando o seu trajeto de todos os dias, e esse era eu, um louco nas ruas de Alexânia. Durante essa caminhada em busca de tal estranhamento pude perceber que muitas eram as possibilidades de entrada, onde várias portas poderiam ser educadoras; com isso a primeira missão era de escolher um lugar onde as portas estivessem abertas tanto para comunidade, como também para o ensino de artes. Após analisar qual seria o melhor lugar, optei pela auto escola objetiva, na qual fui muito bem recebido pelo seu diretor, que mostrou-se uma pessoa super interessada em expandir os métodos de ensino, tornado sua auto escola em uma porta aberta para que a comunidade não venha aprender apenas a serem condutores conscientes, mas sim pessoas conscientes.
Comecei então a frequentar essa porta para conhecer um pouco mais sobre a história daquela empresa, das pessoas que ali trabalham e também frequentam, quais eram os objetivos, quais eram as necessidades, em que poderia ajudar para que aquela porta torna-se uma porta educadora. Durante esse tempo de pesquisa pude perceber diversas peculiaridades que formam aquele lugar, levando em consideração as cores, as formas e os sinais. A partir de então comecei a pensar em uma proposta que atendesse as solicitações interdisciplinares, mas que não fugisse do tema central da auto escola, o trânsito. Sendo assim minha maior dificuldade foi formular uma ação que fosse tanto pedagógica quanto poética. Então escolhi como artista referencial, Peter Gibson, que trabalha as imagens de trânsito transformando-as em obra de arte.
No começo planejava minha intervenção para os alunos que iriam fazer o curso para a prova escrita de habilitação, mas como imprevistos acontecem, a data do curso teve que ser mudada para o mês de dezembro, sendo assim não haveria mais tempo para postagem e avaliação da mesma. Então resolvi improvisar e pedir a ajuda de parentes, funcionários e amigos, para que pudesse realizar a intervenção em tempo hábil. Durante todo esse percurso os forúns foram de suma importância, pois recebi ajuda durante a formulação do plano, em meio às dificuldades que surgiram e também muita motivação para realizar uma proposta que até então eu mesmo não acreditava muito.
Devo confessar que a realização da proposta foi realmente surpreendente, pois apesar de muito esforço, não conseguia acreditar em algo de sucesso, mas foi totalmente contrario ao que havia imaginado, pois consegui prender a atenção dos participantes, fazendo-os refletir sobre a importância das artes visuais tanto na escola como também em meio à sociedade, levando em consideração as imagens apresentadas, do artista Peter Gibson, discutimos a importância das cores, formas e imagens que estão presente diariamente no trânsito e em nossas vidas, essa imagens que foram transformadas em obras de artes inspiraram os participantes a recriação de diversas imagens, redescobrindo a importância da expressão visual. O encontro tornou-se algo tão empolgante que os participantes se esqueceram do horário e não queriam parar de pintar, de criar e recriar imagens, mas infelizmente o tempo daquele dia acabou, mas creio que esta ação não se limita a esse único encontro, pois pelo interesse demonstrado pelos participantes será repetida por diversas vezes.

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